É

28/05/2010

A multidão de só vazio;
A incerteza do correto,
A falha do concreto;
A febre do mais frio.

O descanso que não cesta;
O beijo que não se ateve,
O sol que jamais esteve;
O que não mais me resta.

De melancólicas gotas;
De festejar-se de medo;
De razões das mais loucas.

De um sabor muito azedo;
De bonanças tão poucas;
De escurecer quando cedo.

Último protetor

22/05/2010

Aqueça-Me, para deter a dor
Proteja-me, do que virou meu ser
Coloca-me, aonde não posso ver
Diz-me, que ainda sente meu calor

Faça-me, de tons cinza para cor
Dei-me, uma chance de não poder
Lava-me, faça a água me escolher
Tira-me, do degradante bolor

Rouba-me, o medo de gargalhar
Venha-me, com o que é mais distante
Deita-me, em tu, minha fortaleza

Traga-me, vontade de conquistar
Veja-me, quando estou mais inquietante
Ama-me, na verdade da certeza