É

28/05/2010

A multidão de só vazio;
A incerteza do correto,
A falha do concreto;
A febre do mais frio.

O descanso que não cesta;
O beijo que não se ateve,
O sol que jamais esteve;
O que não mais me resta.

De melancólicas gotas;
De festejar-se de medo;
De razões das mais loucas.

De um sabor muito azedo;
De bonanças tão poucas;
De escurecer quando cedo.

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2 Responses to “É”

  1. Dani Takase Says:

    Não sou só eu que presto atenção nas aulas da Nívea. Você seguiu todas as normas do soneto. E você sabe que te admiro.

  2. Dani Takase Says:

    agora com toda minha autoridade de ~~~~~beletrista~~~ a silabação tá toda errada, mas a minha admiração só aumenta.


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